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A recuperação na produção de petróleo da Líbia depois que Muamar Kadafi deixar o poder provavelmente será lenta e gradual e terá efeitos sobre os preços do petróleo apenas no curto prazo, afirmou uma fonte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)

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A recuperação na produção de petróleo da Líbia depois que Muamar Kadafi deixar o poder provavelmente será lenta e gradual e terá efeitos sobre os preços do petróleo apenas no curto prazo, afirmou uma fonte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

"É uma grande notícia que o regime de Kadafi esteja chegando ao fim, mas a produção da Líbia vai demorar para se recuperar e a recuperação será gradual", disse a fonte. "O mercado vai absorver o petróleo líbio assim como fez antes com o Iraque e a Rússia e qualquer pressão sobre os preços terá vida curta", acrescentou.

Segundo a fonte, a Opep é flexível e vai se ajustar às mudanças na Líbia. No entanto, no momento ainda não há necessidade de uma reunião de emergência para discutir a situação. Enquanto isso, companhias de petróleo com investimentos na Líbia se preparam para uma possível volta ao país.

A BP declarou que está comprometida a voltar para a Líbia e continuar seu programa de exploração de petróleo e gás "assim que as condições permitirem". A companhia havia iniciado um programa de exploração de US$ 900 milhões no país quando interrompeu as operações, em fevereiro, depois da revolta contra o regime de Kadafi e a guerra civil subsequente.

A Royal Dutch Shell, por sua vez, afirmou que ainda é muito cedo para prever quando voltará para a Líbia, mas disse que está observando os eventos no país de perto. "Nós estamos observando a situação cuidadosamente e a monitorando para ver quando poderemos fazer contato (com os rebeldes) e quando poderemos voltar a operar", disse a Shell. A companhia tem um programa de exploração no país, mas não produz.

A maior companhia de eletricidade da Itália, a Enel, vai procurar oportunidades de investimento na Líbia em seguida ao colapso do regime de Kadafi, afirmou o executivo-chefe da empresa, Fúlvio Conti. "Nós decidimos não ter qualquer relação com o regime de Kadafi. Mas agora o país pode mudar", disse.

Tropas rebeldes entraram em Trípoli no fim de semana e fortaleceram sua posição na capital líbia, alimentando as expectativas de que Kadafi será forçado a deixar o poder em breve. As informações são da Dow Jones.