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A Organização dos países exportadores de petróleo (Opep) revisou em leve baixa nesta sexta-feira suas previsões de aumento da demanda de petróleo no mundo de 1,20 para 1,17% em 2008, devido à persistência da crise econômica mundial.

Em seu relatório mensal de agosto, publicado hoje em Viena, o cartel manteve, no entanto, sua previsão para 2009 de alta da demanda de cru de 1,3%, ou seja 900 mil barris por dia, a 87,80 milhões de barris por dia. O documento acrescentou ainda que o percentual estimado da alta para 2009 será o mais fraco desde 2002.

"Em razão de um importante desaquecimento do consumo de combustível para os transportes e para a indústria, não somente na América do Norte, mas também nos países industrializados da Europa e do Pacífico, o crescimento da demanda de cru no mundo recuará em 2009 (na comparação com 2008) a seu nível mais baixo desde 2002", destacou o relatório.

Na análise da conjuntura mundial, o cartel revisou sua previsão de crescimento da economia mundial a 3,9% para 2008, ou seja 0,1% a menos que em julho, e a 3,8% para o próximo ano, também em recuo de 0,1%, "essencialmente em razão das revisões em baixa das perspectivas de crescimento na maior parte dos grandes países industrializados". Em contrapartida, o crescimento nos países em desenvolvimento deve chegar a 5,6% em2009 segundo a Opep.

"A demanda tradicionalmente forte no verão na China, no Oriente Médio e na Ásia, não foi suficiente para compensar a enorme queda da demanda de petróleo nos países da OCDE no segundo trimestre de 2008", indicou o cartel.

O relatório destacou que o crescimento da demanda de cru no mundo prevista para o ano que vem será devido somente à forte demanda dos países em desenvolvimento.

No que se refere às recentes baixas do preço do petróleo, o cartel considerou que se trata de conseqüências das previsões econômicas mais fracas que o previsto nos países ricos que vão pesar sobre a demanda, enquanto as exportações de cru da Opep aumentaram e o dólar americano se recuperou um pouco.

"Isto ajudou a acalmar os mercados", ressaltou o documento, destacando porém que a tendência de alta foi reativada pelas recentes interrupções nas entregas nos países do Cáucaso.

O preço da cesta de 13 crus dos países membros da Opep atingiu seu nível mais baixo em três meses, a 109 dólares o barril, em 12 de agosto passado.

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