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A petroleira OGX, do grupo empresarial de Eike Batista, anunciou ontem um aumento de quase 40% em sua expectativa de reservas de petróleo, para 6,7 bilhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás). O volume, chamado pela empresa de recursos potenciais, foi calculado pela consultoria especializada DeGolyer & McNaughton (D&M), com base em novos dados obtidos pela companhia nos blocos após o primeiro relatório concluído em março de 2008.

A revisão dos volumes levou a OGX a anunciar mudanças em seu plano de negócios para os próximos anos, ampliando de 51 para 79 o número de poços previstos. Apenas no ano que vem, serão 27 poços - 17 deles na Bacia de Campos, 9 em Santos e 1 na Bacia do Parnaíba. A intenção anterior era perfurar apenas seis poços em 2010. Para cumprir o novo cronograma, a OGX aguarda a chegada de mais duas sondas de perfuração: Ocean Star e Ocean Lexington, no início do ano.

"Daqui para frente, teremos muitas boas notícias. Serão seis sondas operando simultaneamente", disse o diretor financeiro da empresa, Marcelo Torres. Ele comentava a queda das ações após o anúncio de revisão para cima dos recursos potenciais - no fechamento da Bovespa, os papéis da OGX caíram 6,80%: "(A queda) não preocupa. O aumento de recursos é duradouro e mostra o potencial do portfólio".

O primeiro relatório de recursos da OGX foi divulgado em março de 2008, com a expectativa de 4,8 bilhões de barris de óleo equivalente.

Desde então, a companhia adquiriu novos dados sísmicos sobre as áreas, além de ter perfurado dois poços - um em Campos e outro em Santos. No novo relatório, a D&M calcula ainda um volume adicional de 212 milhões de barris a título de recursos contingentes, em blocos na Bacia do Parnaíba. O estudo amplia também a probabilidade média de sucesso da empresa, que passou de 27% para 34,5%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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