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Wagner Bittencourt, da Secretaria da Aviação Civil, disse que cronogramas serão cumpridos e leilões acontecerão neste ano

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, disse que os cronogramas serão cumpridos e que a reforma dos principais aeroportos brasileiros estará concluída até a Copa de 2014. O ministro participou nesta segunda-feira de uma reunião com empresários sobre o projeto de concessões aeroportuárias do País, na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

A previsão é que o leilão dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília seja realizado até o dia 22 de dezembro e a administração privada comece em fevereiro de 2012. Mas o primeiro leilão será o do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, previsto para o dia 22 de agosto.

O ministro diz não temer que o leilão dos aeroportos termine sem empresas interessadas, como aconteceu com a disputa pelo projeto do trem-bala. “Uma coisa é diferente da outra. Os empresários têm dado uma sinalização positiva para as concessões de aeroportos. O setor aeroviário é muito competitivo e certamente terão investidores que vão querer participar”, diz Bittencourt.

A SAC agendou uma nova reunião com representantes do setor de infraestrutura no dia 12 de agosto para prestar esclarecimentos sobre as concessões. No encontro desta segunda-feira, a principal dúvida dos empresários foi sobre qual será o papel da Infraero nos aeroportos concedidos. A estatal poderá deter até 49% do capital das concessionárias.

Aeroporto de Guarulhos terá terceiro terminal em formato de avião
Divulgação
Aeroporto de Guarulhos terá terceiro terminal em formato de avião
Bittencourt reafirmou que as tarifas aeroportuárias serão mantidas e que os leilões terão regras para viabilizar a competição entre as concessionárias . Assim, o mesmo grupo que vencer a concessão para o aeroporto de Guarulhos, por exemplo, não poderá administra o de Viracopos, em Campinas.

“Com a manutenção de uma tarifa fixa, as empresas interessadas terão que verificar quais investimentos cabem nesses preços”, disse o presidente da Abdib, Paulo Godoy. Uma alternativa vislumbrada pelo setor é a exploração imobiliária do espaço aeroportuário.

Segundo Godoy, as empresas vão tentar replicar no Brasil soluções para elevar a receita adotadas nos aeroportos no exterior, como contratos com lojistas e a criação de complexos hoteleiros.

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