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O presidente Barack Obama anunciou nesta terça-feira iniciativas para relançar o emprego nos Estados Unidos, durante um pronunciamento sobre a economia, durante o qual insistiu sobre a retomada do crescimento através, principalmente, de uma ajuda às pequenas e médias empresas.

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Em tempos de déficits públicos abissais, Obama destacou o fato de que não existe um remédio milagroso para reduzir rapidamente o número de desempregados que continua muito elevado apesar de uma leve melhora em novembro: 10% contra 10,2% no mês anterior.

Em um discurso na sede do grupo de reflexão Brookings em Washington, o presidente anunciou uma série de medidas voltadas para ajudar as pequenas empresas a crescer e a contratar.

Barack Obama frisou que uma parte dos recursos destinados ao plano de salvaguarda das instituições financeiras será destinada à criação de empregos e à redução do déficit orçamentário americano, que prometeu novamente reduzir à metade até o final de seu mandato.

O presidente dos Estados Unidos também revelou uma série de medidas destinadas a retomar a atividade econômica, como ajudas às pequenas e médias empresas, e investimentos públicos em obras de infraestrutura.

Mas o uso destes recursos é controverso; há muitas críticas, segundo as quais esse dinheiro deveria ser revertido no orçamento para enxugar, pelo menos um pouco, seu déficit de mais de um trilhão de dólares.

O presidente afirmou que usará os recursos não usados do plano de resgate do sistema financeiro para dinamizar o crédito, que obstaculiza o crescimento das pequenas e médias empresas.

Também revelou que canalizará recursos a obras de infraestrutura, também para gerar novos empregos.

A Casa Branca vem demonstrando um otimismo prudente sobre a economia, depois de os EUA terem saído da recessão no terceiro trimestre de 2009.

"Nosso maior desafio será fazer com que o aumento dos empregos siga o crescimento econômico", disse Obama segunda-feira.

"Pelo menos agora, estamos na boa direção", afirmou o presidente, que assumiu em janeiro em meio à pior tormenta econômica vivida pelos EUA desde os anos 1930.

Mas dado o peso dos déficits, Obama não pode tirar da manga um novo plano de retomada como o de 787 bilhões de dólares, semelhante ao que foi promulgado por ele em fevereiro. Insistiu semana passada sobre o fato de o setor privado deva constituir o motor da geração de empregos.

Segundo a Casa Branca, o gigantesco plano de retomada econômica ajudou a criar ou salvar um milhão de empregos, e evitou os EUA de uma crise ainda mais profunda.

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