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Berlim, 3 fev (EFE).- O novo Governo da Islândia, da primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, deve promover a saída do presidente do Banco Central, David Oddsson, e colocar apenas economistas em sua cúpula.

Segundo Sigurdardottir, a diretoria executiva do banco será eliminada e reduzida de três para apenas uma pessoa, de preferência um economista - o que aumenta a pressão para a saída de Oddson, jurista de profissão.

O presidente do Banco Central recebeu duras críticas por sua gestão e é considerado um dos grandes responsáveis pela crise financeira que colocou a Islândia à beira da falência.

Sigurdardottir, de tendência social-democrata, assumiu o cargo de premiê islandesa no fim de semana. Ela está à frente de um Governo de transição, em coalizão com o Movimento de Esquerda Verde, à espera da realização de novas eleições, nos próximos meses.

O Governo anterior, liderado pelos conservadores, teve de renunciar pela pressão popular após a crise financeira.

A Islândia está imersa na crise desde outubro por conta dos problemas nos principais bancos do país, que cresceram investindo em empresas no exterior e acabaram endividados, o que obrigou sua estatização.

Em meio ao colapso da economia local, milhares de islandeses foram às ruas para protestar contra o Governo e o Banco Central. A situação gerou alta na inflação e aumento nas taxas de desemprego, além de uma desvalorização da moeda local, a coroa islandesa. EFE gc/dp

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