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Há cem anos, uma nota de cem dólares comprava o equivalente a US$ 2.200 em valores atuais, segundo o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), valor superior ao salário da maioria dos americanos da época.

Há cem anos, uma nota de cem dólares comprava o equivalente a US$ 2.200 em valores atuais, segundo o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), valor superior ao salário da maioria dos americanos da época. Atualmente, a cédula relançada ontem com novo design não paga nem sequer o salário mínimo de países como o Brasil, apesar de ainda ser uma das moedas de maior prestígio internacional, ao lado do euro e da libra. Esse posto de símbolo da riqueza foi alcançado em 1969. Naquele ano, o então presidente Richard Nixon retirou de circulação as notas de 500, 1.000, 5.000, 10.000 e 100.000 dólares, que perderam importância com a popularização dos cheques, além de serem falsificadas em larga escala pelo crime organizado. A partir daquele momento, a nota de cem passou a ser a mais elevada do país mais rico do mundo. Essas falsificações, apesar de toda a tecnologia, ainda existem não apenas nos EUA, como em todo o mundo, onde o dólar se transformou numa espécie de moeda internacional, com cerca de US$ 6,5 bilhões de notas de cem circulando fora do território americano. Sempre tentando estar um passo à frente dos falsificadores, o governo americano decidiu renovar a sua nota, usando novos meios tecnológicos que dificultarão a reprodução de uma cópia de papel da imagem de Benjamin Franklin que não seja reconhecida como falsa. "O governo americano redesenhou a nota para estar à frente dos falsificadores e proteger o público. ", informa nota divulgada pela Secretaria do Tesouro. Além disso, o governo dos EUA lançará amplo programa de educação sobre como reconhecer falsificações da nova nota em 25 línguas, que será distribuído também em outros países. Esta é a primeira mudança na nota de 100 dólares desde 1996. As de 5, 10, 20 e 50 sofreram mudanças similares recentemente. As de 1 e 2 dólares ainda mantêm o design antigo, pois a mudança seria bem mais cara. Na nota de cem dólares, Benjamin Franklin continuará sendo colocado na face. Na parte de trás, estará a imagem da declaração da independência e os dizeres "In God we Trust" (Cremos em Deus), que sofre críticas de grupos ateus. Apenas em 2008, o governo americano conseguiu tirar de circulação US$ 103 milhões em notas falsificadas. Todos os dias, milhares de pessoas utilizam notas de dólares falsificadas, sem perceber. Em estabelecimentos comerciais, apenas as notas de cem costumam ser verificadas. Sabendo disso, os falsificadores passaram a investir nas de valor inferior. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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