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A tradição já existia. Todos os anos, os operadores da bolsa de Frankfurt, na Alemanha, se fantasiam para o pregão de carnaval.

Ontem, mesmo com a bolsa em baixa, presidiários, demônios, piratas e cientistas malucos falavam aos telefones enquanto os gráficos mostravam apenas números vermelhos. O índice DAX, das ações mais negociadas do país, fechou em baixa de 1%.

O pessimismo também atingiu outros países do continente. As bolsas europeias caíram pela sétima vez seguida, com companhias de segurança e automobilísticas com os piores desempenho, uma vez que os investidores continuam preocupados com as perspectivas para a economia global.

O Índice CAC-40, de Paris, declinou 0,7%, enquanto o FTSE 100, de Londres, caiu 0,9%. Na Espanha, a queda foi de 0,76%. A exceção no pregão de ontem foi a Itália, onde o principal indicador da Bolsa de Milão subiu 0,29%.

Houve também notícias desanimadoras sobre a economia alemã em geral, com os dados do instituto Ifo mostrando que o sentimento dos empresários na Alemanha atingiu pessimismo recorde.

"Para que a sensação de calma no longo prazo seja restaurada, precisamos ver estabilidade, principalmente nos preços das casas", disse Kully Samra, diretor do Charles Schwab em Londres. "Está realmente difícil encontrar otimismo lá fora neste momento."
A pressão sobre os produtores de petróleo derrubou as ações da Total (-0,7%) e da Repsol (-1,2%). O setor automobilístico também teve uma sessão difícil.

As ações da BMW caíram 4,6% em Frankfurt. O banco de investimentos Morgan Stanley rebaixou o rating da fabricante de carros de luxo de overweight (acima da média do mercado) para underweight (abaixo da média), prevendo que o balanço da BMW vai se deteriorar. As ações da Daimler também caíram em Frankfurt (3,4%).

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