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O cargo de secretário-geral da União Sul-Americana de Nações (Unasul) - que representa os 12 países do continente - pode ser ocupado pelo ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007) a partir da semana que vem. Para isso, ele precisa que haja consenso sobre seu nome durante a reunião de cúpula do grupo, marcada para terça-feira em Cardales, a 80 quilômetros de Buenos Aires.

O cargo de secretário-geral da União Sul-Americana de Nações (Unasul) - que representa os 12 países do continente - pode ser ocupado pelo ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007) a partir da semana que vem. Para isso, ele precisa que haja consenso sobre seu nome durante a reunião de cúpula do grupo, marcada para terça-feira em Cardales, a 80 quilômetros de Buenos Aires.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, em nome do presidente Rafael Correa - que se transformou no principal cabo eleitoral do argentino - afirmou que, por enquanto, Kirchner é o único candidato.

Com o novo posto, o ex-presidente da Argentina, famoso por sua falta de tato e tendência para o confronto, ganharia protagonismo internacional, recuperando o prestígio perdido nos últimos anos com o eleitorado argentino. Assim, pelo menos no terreno doméstico, ele teria uma boa chance de fortalecer sua candidatura presidencial para as eleições do ano que vem.

Na quarta-feira, em Brasília, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que Kirchner será eleito "com certeza" secretário-geral do bloco, cargo que está vago desde a criação da Unasul, em maio de 2008, em razão de divergências a respeito de um nome que agrade a todos os países-membros.

Kirchner espera sua confirmação no cargo desde o ano passado. No entanto, na última reunião da Unasul, em Bariloche, sua candidatura foi rejeitada pelo então presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, por causa da disputa relacionada a uma fábrica de celulose às margens do Rio Uruguai, fronteira entre os dois países.

O cenário mudou com a posse do novo presidente uruguaio, José Mujica. "Não voto nem veto", disse ele em uma reunião com senadores do governo, na quinta-feira à noite, ao indicar que não colocaria obstáculos no caminho de Kirchner. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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