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Sempre que ocorre a implementação de uma nova infraestrutura pública, como é o caso da Linha 4-Amarela da Companhia do Metropolitano de São Paulo, ela se torna um fator adicional de atratividade, o que faz o preço dos imóveis se elevar naturalmente. Essa é a opinião do diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos, Marcos Kassab.

Sempre que ocorre a implementação de uma nova infraestrutura pública, como é o caso da Linha 4-Amarela da Companhia do Metropolitano de São Paulo, ela se torna um fator adicional de atratividade, o que faz o preço dos imóveis se elevar naturalmente. Essa é a opinião do diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos, Marcos Kassab. "O que não pode é deixar de instalar essa infraestrutura", alerta. Ele associa esse aumento excepcional do preço dos imóveis a um aquecimento geral do mercado imobiliário no último ano. Segundo ele, a população do centro expandido está estabilizada como um todo e isso não tem necessariamente a ver com o Metrô. Outros fatores poderiam explicar a queda da densidade populacional nessas regiões, como a mudança do perfil das famílias, que passaram a ter menos filhos. Variável única. Para ele, a dinâmica populacional abordada no estudo "Distribuição da População na Região Metropolitana de São Paulo", do engenheiro Carlos Eduardo de Paiva Cardoso, é muito complexa e não pode ser analisada diante de uma única variável: a instalação do metrô numa determinada área. "A linha é indutora de crescimento, qualidade de vida e aumento de serviços, mas isso se mistura com outras variáveis que podem contribuir para esse processo populacional." Na prática, porém, os aumentos já são visíveis. Na Rua dos Pinheiros, os moradores de um prédio na frente da Estação Faria Lima, que será inaugurado em breve, viram o aluguel saltar de R$ 700 para R$ 1 mil em poucos meses. O valor de um apartamento de dois quartos, que era de cerca de R$ 150 mil, hoje alcança os R$ 300 mil. Batata. A região do Largo da Batata, onde fica a nova estação, é uma aposta dos especialistas do mercado imobiliário. "O comércio da região sempre foi forte, mas as lojas tinham um padrão mais baixo", afirma Kathia Raucci, especialista da consultoria de imóveis Saramandona. Ela acrescenta que "só a notícia da vinda do metrô já fez várias construtoras começarem empreendimentos na região e os próprios lojistas estão melhorando seus estabelecimentos". Segundo Kathia, a região servirá como uma alternativa à Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini para a instalação de prédios de escritório. Vila Sônia. Para o diretor de atendimento da Lopes Imobiliária, Cyro Naufel Filho, já é possível perceber uma atividade intensa de compra e venda de imóveis também na Vila Sônia, onde se instalará outra estação da Linha Amarela. "É uma região bastante receptiva tanto para quem mora na zona sul, como na zona oeste", avalia.

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