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Novo diretor-geral da organização, brasileiro terá US$ 2,2 bilhões em orçamento até 2013

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O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, disse ontem que pretende começar "uma nova era" na agência para "acabar com a fome no mundo", mas admitiu que sua vitória retrata a divisão entre os países da agência.

Não bastasse essa dificuldade, o ex-ministro terá um orçamento que equivale a metade do que ele dispunha para implementar o Fome Zero e a um terço do que o governo do Brasil destinou ao Bolsa Família só em 2010.

Com US$ 2,2 bilhões em orçamento até 2013, a FAO tem 65% desses recursos para pagar os salários dos burocratas. Em 2010, o governo brasileiro gastou com o Bolsa Família o equivalente a US$ 7 bilhões. No início do Fome Zero, Graziano administrava um orçamento que era de pelo menos US$ 4 bilhões.

Para completar, Graziano já recebeu um recado direto dos Estados Unidos de que Washington dificilmente apoiará uma revisão da estratégia de combate à fome no mundo e que cortará seu orçamento ainda mais até 2013.

Fontes diplomáticas europeias revelaram que o governo americano fez o possível para impedir a vitória de Graziano. Para os EUA, o problema não seria o brasileiro em si, mas sim o fato de simbolizar mudanças nas políticas de combate à fome no mundo.

Para o brasileiro, os membros da FAO devem ter a "mente aberta" para que a agência possa atuar de forma eficaz no combate à fome. "Existem divergências profundas entre os países - eu conheço todas elas. O que temos de fazer é buscar um mínimo de acordo e consenso para não paralisar a organização." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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