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Gol de cabeça de baixinho holandês – de novo – impõe derrota aos brasileiros, mas seleção arrasa Rússia e avança em Cannes

Parecia que a plateia estava vendo um filme antigo ser repetido – algo que, em Cannes , pode pegar mal. O Brasil sai na frente contra a Holanda, leva o empate e o jogo fica tenso. Então, no segundo tempo, um baixinho holandês surge atrás dos zagueiros brasileiros e cabeceia para as redes. A seleção perde, como na Copa do Mundo de 2010 . Mas, nesta copa dos publicitários, não está eliminada. E a próxima partida, contra a poderosa seleção russa, evitaria que a história se repetisse totalmente –  ou, por outra, salvaria a originalidade do roteiro.

"Começamos bem, mas depois errei um passe e eles empataram", diz Fábio Hacker, da VetorZero/Lobo, que entregou essa bola, mas foi o autor do gol brasileiro. O capitão do escrete nacional tem outra versão, menos ortodoxa, para a vitória holandesa. "Enquanto o futebol de areia não tiver anti-dopping, estaremos sujeitos a esse tipo de coisa", brinca Renato Fernandes, da AlmapBBDO. "Nem dá para dizer que o juiz é culpado, porque ele foi comprado em Euros. A culpa é da nossa moeda, que é fraca", diz.

A verdade é que os publicitários brasileiros, naquela partida, não esbanjaram a criatividade que costumam apresentar no trabalho. Teve gol perdido na cara do goleiro, bola chutada para o gol que quase foi parar no mar – os jogos são disputados nas areias em frente ao Palais du Festivals, onde ocorre o evento publicitário – e até lateral cobrado para fora. Ao apito final, os holandeses vibraram e riram da coincidência. Parecia que este evento futebolístico, que pela segunda vez é realizado em paralelo ao festival de Cannes, também acabaria mal para os brasileiros.

Mas nem tudo estava perdido. Se vencesse o temido combinado da Rússia/Bielarus, que derrotara a própria Holanda em outro jogo do grupo, o Brasil avançaria. E assim foi. Com um belo gol de Pedro Pattesti, da F/Nazca, a equipe abriu caminho para a vitória. Os russos eram duros na marcação, o jogo foi bem disputado, mas dessa vez a seleção jogou melhor e aplicou um 4 a 2 no adversário. Assim, o Brasil segue vivo na competição, que termina amanhã. A Holanda ficou em terceiro lugar no grupo e teve de voltar para o Palais du Festivals mais cedo.

O holandês Steven Craenmeht, da MassiveMusic, leva a eliminação na esportiva. "Esse ano foi o Brasil que se deu bem, mas fico feliz, porque é um time que joga um bonito futebo", diz. "Na Copa do Mundo, a Suiça venceu a Espanha, que seria campeã. Nós vencemos o Brasil, agora vou torcer para que sejam campeões, assim seremos a Suiça dessa competição", diz Craenmeht, que, além de Leões de Ouro, disputa a glória de carimbar a faixa de campeão dos brasileiros em Cannes.

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