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São Paulo, 19 - O Ministério Público Federal (MPF) no Pará denunciou na semana passada, um grupo acusado de corrupção, formação de quadrilha e grilagem de terras públicas no Estado. Entre os 12 denunciados estão um ex-servidor do próprio MPF do Pará demitido pela instituição, servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), advogados, produtores de soja e madeireiros presos em 2004 na Operação Faroeste, da Polícia Federal e MPF.

A pena para esses crimes pode chegar a 12 anos de prisão.

Segundo o MPF, este é o segundo grupo denunciado pelo órgão, a partir das investigações do caso. A primeira ação criminal, ainda não julgada, foi ajuizada em maio de 2005, contra oito pessoas. De acordo com os seis procuradores da República que assinaram a mais nova denúncia, há ainda uma terceira quadrilha investigada no mesmo inquérito.

Esse outro grupo teria como finalidade a venda criminosa, para pessoas de todo o Pará, de Certidões de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Segundo o MPF, faria parte do grupo o ex-superintendente do Incra em Belém, José Roberto Oliveira Faro. Como ele é deputado federal, o MPF/PA pediu o encaminhamento do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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