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Mesmo com melhora da qualidade do crédito, risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retomou o patamar pré-crise

Mesmo com a melhora da qualidade do crédito, o risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retomou o patamar observado antes da eclosão da crise financeira internacional, em 2008. O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas registrou crescimento de 0,02% no terceiro trimestre de 2010, atingindo o patamar de 96,64.

Pela medição da Serasa, quanto maior numa escala de 0 a 100, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência.

Na avaliação dos economistas da Serasa, a recuperação da qualidade do crédito das empresas é lenta, mas consistente, motivada pelo crescimento econômico do país e pelo processo de normalização gradual da oferta de crédito às empresas, tendência que deverá ser mantida ao longo dos próximos meses.

As MPEs - micro e pequenas empresas - ajudaram na alta do índice total, ao subir 0,8% na sua categoria. Esse grupo de empresas foi auxiliado pela expansão do mercado doméstico, fora isso, sofrem menor exposição ao mercado internacional, que ainda carece de dinamisno.

Já entre as médias e grandes, houve ligeira queda na qualidade do crédito de 0,03% em relação ao segundo trimestre de 2010. Dentro desse grupo, o setor industrial enfrenta adversidades, como a taxa de câmbio valorizada e o fraco desempenho da maioria das economias mundiais.

O setor de serviços, comparativamente aos demais setores, continua na liderança do menor risco de crédito empresarial.

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