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Paris, 9 fev (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, confirmou hoje que as grandes montadoras de veículos do país, a Renault, a PSA Peugeot Citroën e a Renault Trucks, receberão empréstimos diretos no valor de 6,5 bilhões de euros, desde que não fechem fábricas nem demitam funcionários no país.

Da quantia anunciada, três bilhões de euros irão para a Renault, a que mais precisa de ajuda, outros três bilhões serão destinados à PSA Peugeot Citroën e 500 milhões vão ser entregues à Renault Trucks (divisão de caminhões da Renault), anunciou Sarkozy após receber representantes do setor no Palácio do Eliseu.

O empréstimo concedido pelo Governo francês, a uma taxa de 6% ao ano, terá que ser quitado até 2014.

Como contrapartida, porém, a Renault e a PSA se comprometeram "a não fechar nenhuma de suas fábricas durante a duração destes empréstimos e fazer todo o possível para evitar demissões".

O pacote de ajuda ao setor automobilístico anunciado hoje se soma a outros dois bilhões de euros destinados às entidades de financiamento da Renault e da PSA, a 600 milhões oferecidos a prestadores de serviços e fornecedores e a um aumento nas indenizações por interrupções parciais.

Sarkozy não descartou que a ajuda às montadores sejam estendidas a outros setores da indústria em apuros.

Por sua vez, a ministra de Finanças do país, Christine Lagarde, fez questão de deixar claro que o plano de ajuda aos fabricantes de automóveis não representa "nenhum relançamento do protecionismo".

Ao chegar à reunião mensal do Eurogrupo (ministros de Finanças da zona do euro), Lagarde explicou que o objetivo do socorro é fomentar a pesquisa e o desenvolvimento, e melhorar a qualidade dos automóveis.

Lagarde chegou ao encontro com seus colegas da zona do euro decidida a esclarecer as dúvidas sobre a suposta orientação protecionista das medidas do Governo francês, e a enfatizar que a medida tem como objetivo contornar os graves problemas de financiamento que a indústria automobilística enfrenta.

A ministra também lembrou que o Executivo francês já tinha exposto suas intenções à Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE). EFE pi/sc

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