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O fim do redutor de 40% na alíquota de importação de autopeças gerou polêmica entre as montadoras e seus fornecedores. As montadoras reclamam de que os carros com índice maior de peças importadas perderão competitividade, porque seu custo vai aumentar.

O fim do redutor de 40% na alíquota de importação de autopeças gerou polêmica entre as montadoras e seus fornecedores. As montadoras reclamam de que os carros com índice maior de peças importadas perderão competitividade, porque seu custo vai aumentar. As autopeças afirmam que voltarão a produzir componentes que foram desnacionalizados ante a competitividade dos importados. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Cledorvino Belini, há riscos de alguns modelos deixarem de ser fabricados e passarem a ser importados. Ele diz ainda que o governo está transferindo problemas. "O fim do redutor vai ajudar as autopeças a reduzirem seu déficit na balança comercial, mas pode agravar ainda mais a balança de veículos acabados." No primeiro trimestre, as autopeças acumulam US$ 1,1 bilhão de déficit. As montadoras têm saldo negativo de 37,7 mil carros até abril. Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos (Sindipeças), considera "estapafúrdia" a reação das montadoras que, segundo ele, ameaçam os fornecedores com importações quando vão negociar preços. Ele diz que as autopeças devem nacionalizar componentes que tinham deixado de produzir, como peças para câmbio e motor e conjuntos forjados e fundidos.

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