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Ministro israelense vê pouca chance de Fischer chefiar o FMI

JERSUALÉM (Reuters) - O presidente do banco central israelense, Stanley Fischer, tem poucas chances de vencer a disputa para chefiar o Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o ministro das Finanças de Israel, Yuval Steinitz, neste domingo à Rádio do Exército.

Fischer, de 67 anos, seria um rival importante para a favorita para ocupar o cargo, a ministra francesa das Finanças Christine Lagarde, mas para isso o FMI teria de mudar suas regras, que impedem que alguém com mais de 65 anos assuma o posto e que o diretor-gerente supere os 70 anos de idade durante o mandato de cinco anos.

"As chances não são fantásticas, há obstáculos na estrada... primeiro há o obstáculo da idade. Segundo, a escolha é principalmente política. Se fosse puramente profissional, seria difícil encontrar alguém melhor que Fischer", disse Steinitz.

Fischer nasceu onde hoje é a Zâmbia, mas tem cidadania israelense, o que pode ser um problema para países árabes.

Ele também tem cidadania dos Estados Unidos, o que pode ser um obstáculo por conta da tradição de que os EUA indicam o chefe do Banco Mundial e a Europa o comando do FMI.

Além disso, Fischer pode não ser muito popular na Ásia, onde ele é bastante associado a algumas das duras medidas de livre mercado apoiadas pelo FMI para combater a crise financeira que afetou a região na década de 1990.

Fischer anunciou no sábado que está concorrendo ao cargo, deixado vago pela renúncia do francês Dominique Strauss-Khan, após ser preso em 14 de maio sob acusação de tentar estuprar uma camareira de um hotel em Nova York.

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