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São Paulo, 6 ago (EFE).- O ministro de Comércio egípcio, Rachid Mohammed Rachid, assegurou hoje - em entrevista coletiva realizada na sede da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) - que a distância é um dos principais empecilhos nas relações bilaterais entre Egito e Brasil, mas assegurou que ela foi cortada "pela metade" após a assinatura do tratado de livre-comércio com o Mercosul.

São Paulo, 6 ago (EFE).- O ministro de Comércio egípcio, Rachid Mohammed Rachid, assegurou hoje - em entrevista coletiva realizada na sede da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) - que a distância é um dos principais empecilhos nas relações bilaterais entre Egito e Brasil, mas assegurou que ela foi cortada "pela metade" após a assinatura do tratado de livre-comércio com o Mercosul. O titular de Comércio assegurou que é necessário melhorar a logística para aumentar os fluxos de comércio bilateral, mas lembrou que a China, o principal parceiro comercial do Brasil, fica mais longe que o Egito. Esta semana, Rachid e o chanceler argentino, Héctor Timerman, formalizaram a assinatura de um acordo para liberalizar gradualmente os intercâmbios entre Egito e Mercosul em um prazo de dez anos. Em sua declaração, Rachid colocou o objetivo de alcançar US$ 5 bilhões de comércio bilateral "o mais rápido possível", acrescentando que o acordo com o Mercosul será uma ferramenta útil para impulsionar os fracos intercâmbios comerciais, dominados pelas vendas do Brasil de carne, açúcar de cana e minério de ferro e em menor medida de manufaturas. No ano passado, as vendas do Brasil ao Egito atingiram US$ 1,443 bilhão, 2,51% mais que no ano anterior, enquanto as importações foram de US$ 87,78 milhões, dado que implica uma contração de 59% frente a 2008, segundo dados oficiais. As cifram dão um superávit para o Brasil de US$ 1,356 bilhão. Rachid destacou a indústria têxtil e a agroalimentar como campos prioritários para reforçar as relações comerciais e os investimentos, das quais disse que apresentam um "grande potencial". Também assinalou o setor de automoção, adubos, farmacêutico e tecnologias da informação como segmentos com "perspectivas". Ele se mostrou "muito confiante" em explorar as possibilidades do setor energético, no qual até agora não houve "muita cooperação", assim como das infraestruturas. Rachid explicou que o Governo egípcio está abrindo esse setor ao investimento privado e que lançará vários "mega-projetos" que representam boas oportunidades para as companhias brasileiras. Enquanto isso, o vice-presidente da Fiesp, Elias Miguel Haddad, disse que o volume de negócio cresceu nos últimos anos, mas está "muito longe" de onde poderia estar, destacando que Egito e Brasil são países que apresentam similitudes. Na sua opinião, o Egito pode representar a porta de entrada para Oriente Médio e norte da África para as empresas brasileiras e defendeu a intensificação dos laços. "Não é uma meta teórica duplicar o comércio em dois anos", disse. Durante a visita de Rachid, foi oficializada a assinatura de um acordo entre as câmaras de comércio egípcia e brasileira. EFE mb/ma

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