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O mundo deveria se preocupar mais com as oscilações do dólar do que com a cotação do yuan, afirmou o ministro do Comércio da China, Chen Deming, segundo o qual o impacto da moeda americana sobre a economia mundial é muito maior que o da chinesa. O foco da atenção global não deveria ser a cotação do yuan, mas a estabilidade do dólar, declarou Chen em entrevista à agência de notícias Reuters e ao International Herald Tribune, cuja transcrição em chinês foi publicada ontem no site oficial do Ministério do Comércio.

Chen afirmou que o dólar deve se manter estável, por ser a moeda mais utilizada no mundo. Oscilações bruscas em sua cotação podem ter impacto negativo no momento em que a economia global continua em situação frágil, sustentou.

As autoridades de Pequim estão sob crescente pressão internacional para valorizar o yuan em relação ao dólar, mas a maioria dos analistas não acredita que isso ocorrerá antes de meados do próximo ano.

Nações que importam produtos da China, incluindo o Brasil, sustentam que a cotação do yuan está artificialmente baixa, o que dá aos exportadores do país vantagem injusta no comércio internacional. Quanto menos o yuan vale em relação ao dólar, mais baratos ficam os bens vendidos pelos chineses.

Chen rejeitou as pressões pela valorização do yuan e afirmou que o equilíbrio de seu valor é necessário para o desenvolvimento da China e para a manutenção da estabilidade da economia mundial.

Além disso, o ministro ressaltou que o superávit comercial chinês vai cair cerca de um terço neste ano e passar dos US$ 290 bilhões registrados em 2008 para US$ 190 bilhões.

Pequim reformou seu regime de câmbio em julho de 2005 e permitiu valorização de 20% da moeda até meados de 2008. Com o início da crise, o movimento foi interrompido e o yuan mantido na casa de 6,80 por US$ 1,00.

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