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Economista chegou a defender em 2002, no Senado dos EUA, um empréstimo de US$ 120 bi ao Brasil para ajudar o País a recuperar a credibilidade internacional

O ecomista Michael Mussa, que chefiou a área econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 1991 e 2001, morreu neste domingo aos 67 anos, depois de um ataque cardíaco.

Michael Mussa: ex-economista-chefe do FMI foi vítima de um ataque cardíaco
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Michael Mussa: ex-economista-chefe do FMI foi vítima de um ataque cardíaco

Mussa foi professor na Universidade de Chicago e chegou a integrar o Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca nos últimos dois anos do governo do presidente Ronald Reagan (1987/88).

No FMI, Mussa ficou conhecido por suas críticas internas aos programas de ajuste impostos à Rússia e à Argentina.

Após deixar o FMI, Mussa tarabalhou como pesquisador sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, sediado em Washington. Mesmo após deixar o FMI, suas previsões econômicas, que eram divulgadas semestralmente, continuaram a atrair a atenção de acadêmicos e representantes do mercado financeiro.

Em seu último relatório, publicado em setembro, Mussa escreveu que "está demorando muito para que funcionários públicos e bancos centrais parem de puxar o saco e comecem a chutar o traseiro de banqueiros cujo interesse próprio diverge substancialmente do interesse público".

Em 2010, quando era um dos economistas que previam uma recuperação mais robusta da economia dos EUA, após as catastórfica crise que teve início no segundo semestre de 2008,  Mussa ressalvou que "a verdade é que o rumo futuro da economia é incerto, e não há maneira de prever com alto grau de exatidão como as coisas vão transcorrer".

Brasil

Um ano após deixar o posto de economista-chefe do FMI, Mussa defendeu a liberação de um grande empréstimo ao Brasil, no valor de US$ 120 bilhões, como um sinal de confiança internacional e para que o País pudesse enfrentar os desafios econômicos da época.

Mussa, que chegou a defender sua proposta em uma comissão do Senado americano, acreditava que como parte do pacote de socorro os bancos estrangeiros deveriam se comprometer a reabrir as linhas de crédito e irrigar a economia brasileira com dólares. 

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