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Brasil tem condições de enfrentar "essa crise prolongada, mas não pode declarar-se imune", afirmou a presidenta

O Brasil tem condições de enfrentar "essa crise prolongada, mas não pode declarar-se imune", afirmou a presidenta Dilma Rousseff. Segundo ela, tudo indica que o senado americano votará nesta terça-feira o novo teto para a dívida dos Estados Unidos, o que "evitará o pior, mas o mundo ainda viverá um longo período de incertezas", afirmou.

No lançamento da nova política industrial Plano Brasil Maior , Dilma disse que se o Congresso americano resolver a situação do envididamento público do país, "a insensatez pode ter sido evitada, mas a instabilidade lá fora vai continuar". Citou que o país tem meios de defender-se da crise, porque tem hoje 60% mais reservas internacionais do que na crise de 2008, por exemplo.

A nova política industrial "é um plano estratégico da Nação", tem o objetivo de criar anteparos contra a crise. "É imperativo defender a indústria brasileira e nossos empregos da concorrência desleal, da guerra cambial que reduz nossas exportações e, mais grave ainda, tenta reduzir nosso mercado interno que construimos com esforço muita dedicação", afirmou ela.

"Estamos iniciando uma cruzada em defesa da industria brasileira," afirmou a presidenta.

Antes de Dilma, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, qualificou o programa de "audaz e corajoso" e afirmou que a presidente lhe pediu "tolerância zero" contra a pirataria, importações fraudulentas e triangulação em operações de comércio exterior.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, também fez um rápido discurso explicando as medidas que incentivam a inovação tecnológica no setor produtivo. O Brasil Maior, segundo Mercadante, significa "mais produção, mais emprego, mais inovação".

(Com Valor Online)