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Berlim, 15 jan (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, exigiram hoje que a transparência seja a principal característica das novas regras que o Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) estabelecerá para o funcionamento dos mercados financeiros internacionais.

No final de uma reunião na Chancelaria Federal, os dois disseram que estipularam uma estreita colaboração nos preparativos para o encontro que acontecerá no início de abril em Londres.

Os países europeus do G20 celebrarão já em fevereiro em Berlim uma reunião para firmar suas iniciativas na hora de estabelecer as novas regras para o funcionamento dos mercados financeiros internacionais.

Quanto às medidas para enfrentar a atual crise conjuntural, Merkel reivindicou uma atuação coordenada dos países-membros da União Europeia (UE).

"Caso unamos esforços poderemos enfrentar a crise", declarou a chanceler alemã, enquanto Brown reivindicou que se reforce a aliança transatlântica para estimular a economia e uma abertura mundial dos mercados financeiros.

Após lançar uma advertência contra qualquer tipo de protecionismo, o primeiro-ministro do Reino Unido afirmou que a transparência dos mercados é condição indispensável para recuperar a confiança no sistema bancário.

"Não podem existir portos seguros para os fugitivos fiscais", declarou Brown.

Por outro lado, Merkel e Brown exigiram dos Governos de Moscou e de Kiev que acabem de uma vez por todas com sua disputa sobre o fornecimento de gás russo através de território ucraniano.

Um dia antes de se reunir em Berlim com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, Merkel afirmou que esta disputa está fazendo sofrer outros países europeus como a Eslováquia, que nenhuma relação tem com este conflito bilateral.

Após afirmar que o conflito do gás esta dando lugar a "incidentes graves", Angela Merkel afirmou que a Rússia corre o perigo de perder a confiança da Europa.

Da mesma forma que Merkel, Gordon Brown disse que a disputa entre Rússia e Ucrânia mostra a crescente necessidade dos países da UE de diversificarem ao máximo suas importações energéticas e de apostarem nas energias renováveis. EFE jcb/fal

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