Tamanho do texto

Assim como brasileiro, mercado norte-americano também realizou lucros nesta quarta-feira

As bolsas americanas tiveram um pregão de poucas emoções nesta quarta-feira, depois de atingirem ontem patamares históricos de pontos. O destaque do dia ficou com o setor bancário, que reagiu aos resultados do teste de estresse divulgado no fim da tarde de ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Leia também: Bovespa fecha em baixa em dia de realização de lucros

O índice Dow Jones fechou aos 13.194 pontos, com leve alta de 0,12%, o Nasdaq subiu apenas 0,03%, para 3.040 pontos; e o S&P 500 recuou 0,12%, para 1.394 pontos. O Fed revelou ontem que o sistema bancário americano está relativamente seguro contra cenários de turbulência, com 15 das 19 maiores instituições do país preparadas para suportar situações extremas do mercado .

Porém, entre os quatro que não estariam preparados aparece o Citgroup, terceiro maior banco do país. O Citi enfatizou hoje que tem capital para enfrentar o cenário de estresse dos testes do Fed, esclarecendo que o banco central americano foi contrário à sua proposta de pagamento de dividendos porque isso resultaria em nível de capital abaixo do mínimo de 5% estabelecido.

O banco informou que seu nível mínimo de capital baseado no teste foi de 5,9% e, só depois de contabilizada uma proposta de distribuição adicional de capital, o Fed calculou o nível de capital em 4,9%. "Resumindo, a objeção do Federal Reserve ao nosso plano de capital, não quer dizer reprovação no teste de estresse", sustentou o banco. As ações do Citi fecharam em baixa de 3,4%.

Leia também: Bolsas da Europa reagem com ganhos a leilão da Itália

Os investidores também ouviram um novo discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke . Em texto preparado para a convenção da Comunidade Independente de Bancos dos Estados Unidos, ele repetiu a visão expressa ontem no comunicado da autoridade monetária, de que a economia americana está melhorando, mas gradualmente. "Apesar de alguns sinais recentes de melhoria, a recuperação tem sido frustrantemente lenta, restringindo oportunidades de crédito lucrativo", disse.

A agenda do dia trouxe o déficit na conta de transações correntes, que subiu para US$ 124,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o nível mais alto em três anos. O montante representa 3,2% do PIB e ficou acima da previsão de US$ 115,0 bilhões. O déficit comercial aumentou de US$ 134,7 bilhões no terceiro trimestre para US$ 141,1 bilhões no quarto, já que os preços mais elevados do petróleo e as importações de bens de capital, como aviões, ajudaram a reverter parte da recente diminuição do saldo negativo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.