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Bolsas norte-americanas encerraram pregão desta segunda-feira próximas a estabilidade

Os sinais de desaceleração da economia chinesa tiraram o pique das bolsas americanas nesta segunda-feira, que acabaram encerrando o pregão próximas da estabilidade. Investidores também acompanharam novos capítulos da novela da crise das dívidas soberanas na Europa.

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Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,29%, aos 12.959 pontos; o Nasdaq caiu 0,16%, para 2.983 pontos; e o S&P 500 subiu apenas 0,02%, para 1.371 pontos. O volume foi de apenas 80% de um pregão normal, evidenciando um certo "clima de espera" dos investidores por novos dados econômicos e, principalmente, pela decisão de amanhã da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Os mercados iniciaram o dia reagindo ao dado da balança comercial chinesa, divulgado no fim de semana. O déficit comercial cresceu para US$31,48 bilhões em fevereiro. Foi o pior resultado desde 1989. Na comparação anual, as importações cresceram 39,6% e as exportações avançaram 18,4%. O déficit foi bem maior do que os analistas previam e soma-se a uma série de outros dados desanimadores, inclusive o fraco crescimento nas vendas de automóveis, na produção industrial e nas vendas do varejo, e a continuação da queda acentuada nas vendas de imóveis. T

ambém esteve no foco dos investidores a reunião entre ministros de Finanças da zona do euro para aprovar a liberação do pacote de ajuda à Grécia, depois que o país conseguiu a adesão de cerca de 96% dos credores privados ao seu plano de reestruturação da dívida. Amanhã, os ministros de Finanças da União Europeia discutem a possibilidade de suspensão dos recursos para a Hungria em 2013.

A Comissão Europeia vem repetidamente alertando a Hungria a encontrar formas sustentáveis para evitar que seu déficit orçamentário exceda o limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) estabelecido pelo programa de estabilidade e convergência da UE. O evento mais aguardado do dia será a reunião do Fed.

Os economistas não esperam mudanças na meta para os Fed Funds, mas estarão atentos a qualquer indicação ou notícias sobre movimentos adicionais de afrouxamento monetário. Contudo, os últimos indicadores melhores que o esperado do mercado de trabalho reduziram o clamor por novas medidas de estímulo.

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