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Crescimento das vendas de bens duráveis nos EUA acima do esperado pelos analistas deu fôlego para as bolsas

O crescimento das vendas de bens duráveis nos EUA acima do esperado pelos analistas deu fôlego para que as bolsas americanas cravassem o terceiro dia consecutivo de alta.

O mercado continuou trabalhando sob a expectativa do encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na sexta-feira, em Jackson Hole, quando Ben Bernanke poderá anunciar um novo pacote de medidas de estímulo à economia.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,29%, para 11.320 pontos; o Nasdaq avançou 0,88%, para 2.467 pontos; e o S&P 500 subiu 1,31%, para 1.177 pontos.

As encomendas de bens duráveis cresceram 4,0% em julho ante junho nos EUA, para US$ 201,45 bilhões, depois de terem recuado 1,3% em junho na comparação com maio. O porcentual foi o dobro do esperado por analistas.

Em compensação, os preços dos imóveis residenciais nos EUA recuaram 0,6% no segundo trimestre em comparação com o primeiro. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, os preços recuaram 5,9%.

O mercado também digeriu a decisão da Moody's de rebaixar a nota de crédito do governo do Japão, de "Aa2" para "Aa3".

A piora se deve ao elevado grau de endividamento do governo e ao aumento da dívida pública desde a recessão global de 2009.

O destaque de alta ficou com as ações do Bank of America. Os papéis quebraram a sequência de baixas dos últimos dias e dispararam 11% depois que a respeitada analista Meredith Whitney - a mesma que previu corte nos dividendos do Citigroup há três anos - afirmou que o BofA não precisa de um aporte extra de capital.

Depois de uma sequência de recordes, o preço do ouro desabou hoje e levou consigo as ações das mineradoras. Yamana Gold perdeu 2,7%, Barrick Gold recuou 3,4% e Goldcorp afundou 4%.

A lista de baixas trouxe ainda as fabricantes de chips para computador Micron (-6,3%) e AMD (-2,5%), que reagiram a um comunicado da Micron informando queda na demanda de seus produtos.