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Segundo especialista, movimento é ajuste à falta de prêmio que havia atingido o mercado recentemente

O mercado de juros futuros longos passou por breve ajuste de alta no pregão desta terça-feira. Nada relacionado à piora de perspectivas ou revisão de cenários. O fato, segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, é que o mercado tinha ficado sem prêmio, ou seja, faltavam justificativas para a abertura de novas posições vendidas.

Segundo o especialista, para seguir doador de juros, o investidor teria de assumir como premissa a parada do movimento de alta da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e que tudo o que ocorresse depois fosse no sentido de uma redução do juro básico mais adiante.

"São muitas premissas em meio a um cenário bastante incerto", explica Nepomuceno, apontando para o quadro externo. Se a situação lá fora piorar, fica favorecido o quadro de menor ajuste de juros, mas se as economias reagirem fica a dúvida sobre o impacto disso nos preços locais. Pelo lado doméstico, a inflação também é dúvida. Há certeza de firme redução de preços no trimestre, mas não é certeza que isso prevaleça no restante do ano.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava baixa de 0,02 ponto percentual, a 12,12%. Outubro de 2011 marcava alta de 0,01 ponto, a 12,31%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, diminuía 0,01 ponto, a 12,38%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava alta de 0,02 ponto, a 12,47%. Janeiro de 2014 ganhava também 0,02 ponto, a 12,37%. Janeiro de 2015 aumentava 0,03 ponto, a 12,36%. Janeiro de 2016 projetava 12,29%, alta de 0,05 ponto. E janeiro de 2017 valia 12,19%, também alta de 0,05 ponto. Até as 16h10, foram negociados 796.965 contratos, equivalentes a R$ 71,01 bilhões (US$ 44,69 bilhões), o dobro do registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 247.725 contratos, equivalentes a R$ 23,22 bilhões (US$ 14,61 bilhões).

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