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China e Japão são os principais países acusados de manter artificialmente suas divisas abaixo do nível real

Os líderes da União Europeia (UE) desejam evitar uma guerra cambial no mundo que pretenda acumular "vantagens competitivas a curto prazo", em um texto aprovado nesta sexta-feira em Bruxelas para apreciação da próxima reunião de cúpula do G20, nos dias 11 e 12 de novembro em Seul.

"A UE destaca a necessidade de evitar todas as formas de protecionismo e iniciar movimentos das taxas de câmbio destinados a obter vantagens competitivas a curto prazo", afirma a declaração aprovada pelos 27 países do bloco, informaram fontes diplomáticas.

O pedido reflete a inquietação mundial com a possibilidade de uma guerra cambial entre as grandes potências e os países emergentes, que seria baseada na desvalorização das respectivas moedas com o objetivo de estimular as exportações e o crescimento econômico.

China e Japão são os principais países acusados de aplicar esta política e manter artificialmente suas divisas abaixo do nível real.

Os europeus, preocupados com o alto nível do euro na comparação com outras moedas, consideram que estes desequilíbrios ameaçam a recuperação econômica mundial.

A questão será abordada na próxima reunião de cúpula do G20, que reúne os países mais ricos e em desenvolvimento, em 11 e 12 de novembro em Seul.

app/fp

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