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RIO - As incertezas causadas pela atual conjuntura dos mercados no Brasil e no exterior levaram o Banco Cruzeiro do Sul a cancelar o pedido de registro de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações preferenciais. A requisição de cancelamento foi feita hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e se segue à suspensão do processo, anunciada no dia 28 de abril, data em que era esperada a definição do preço dos papéis na operação. Na ocasião, a empresa suspendeu o processo por 60 dias e também creditou a espera às condições do mercado.

RIO - As incertezas causadas pela atual conjuntura dos mercados no Brasil e no exterior levaram o Banco Cruzeiro do Sul a cancelar o pedido de registro de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações preferenciais. A requisição de cancelamento foi feita hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e se segue à suspensão do processo, anunciada no dia 28 de abril, data em que era esperada a definição do preço dos papéis na operação. Na ocasião, a empresa suspendeu o processo por 60 dias e também creditou a espera às condições do mercado. A operação foi planejada para distribuição das ações no Brasil, com esforços de colocação no exterior e estava sujeita à prévia aprovação pela CVM. A intenção inicial do Cruzeiro do Sul era oferecer 29,5 milhões de ações preferenciais, sendo 13,6 milhões em oferta primária (novas ações) e 15,9 milhões em oferta secundária. Desse montante, 1,36 milhão de papéis estavam em tesouraria. Outros 14,6 milhões seriam de acionistas vendedores, grupo que conta com banco BTG Pactual, além dos controladores da instituição, Luis Octavio Indio da Costa e Luis Felippe Indio da Costa. A oferta inicial somaria aproximadamente R$ 320 milhões pelas condições vigentes até então. A captação poderia, contudo, superar R$ 400 milhões, considerando a colocação do lote suplementar de 15%. Os papéis do lote extra são dos controladores. O banco pretendia usar os recursos para ampliar sua base de capital e aumentar sua carteira de crédito. De acordo com o prospecto, cerca de 95% desses recursos seriam investidos em operações de crédito consignado e o restante em operações de capital de giro de curto prazo atreladas a desconto de recebíveis. (Rafael Rosas | Valor)

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