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Medo de uma nova recessão faz com que investidores fujam para investimentos considerados de menor risco, como os Treasuries

O Tesouro Nacional vendeu apenas 45% da oferta de títulos prefixados em leilão nesta quinta-feira, dia de forte apreensão nos mercados diante dos sinais de desaquecimento da economia global. Em linha com a queda dos juros embutidos nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), as taxas das Letras do Tesouro Nacional (LTN) vendidas declinaram em relação ao leilão da semana passada.

Foram negociadas 110 mil LTNs com vencimento em outubro de 2012 da oferta total de 1 milhão, pela taxa máxima de 12,4299% ao ano. Do lote de 2 milhões de LTN com resgate em janeiro de 2014 saíram apenas 1,343 milhão, a 12,5029%, e da oferta de 750 mil papéis com vencimento em janeiro de 2015 foram vendidos 240 mil, pela remuneração máxima de 12,5440% ao ano.

O Tesouro também negociou 300 mil títulos pós-fixados (Letras Financeiras do Tesouro), montante máximo que se propôs a vender. As LFTs com vencimento em março de 2018 foram negociadas ao par e não houve venda de LFT com resgate em 2016. No mercado de juros futuros, as taxas recuavam em linha com o movimento visto nos Treasuries.

O medo de uma nova recessão faz com que investidores fujam para investimentos considerados de menor risco, como os títulos do Tesouro americano, o que derruba as taxas. O movimento financeiro do leilão foi de R$ 2,709 bilhões, com liquidação amanhã.

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