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Ele comandou Fundo por 4 anos, e renuciou após ser acusado de tentativa de estupro por camareira

Dominique Strauss-Khan planeja visitar na próxima semana o Fundo Monetário Internacional (FMI), do qual já foi chefe, dias depois que as acusações de agressão sexual que pesavam contra ele foram retiradas, disse um porta-voz do FMI na quinta-feira.

"Assim como qualquer outro diretor-gerente do FMI, o sr. Strauss-Kahn será bem recebido", disse o porta-voz David Hawley a jornalistas. "Entendo que ele pretende fazer uma visita pessoal à sede."

Strauss-Kahn liderou o FMI como diretor-gerente ao longo de quatro anos e renunciou em 18 de maio, quatro dias depois de sua prisão em Nova York por agressão sexual e tentativa de estupro envolvendo uma camareira de hotel.

Nesta semana, promotores pediram que as acusações contra ele fossem retiradas depois que deixaram de confiar na mulher que o acusava. Strauss-Kahn deveria concorrer à Presidência da França nas eleições de 2012.

A camareira, Nafissatou Diallo, abriu um processo civil contra Strauss-Kahn e um inquérito está em andamento na França pela acusação de que tentou agredir sexualmente a escritora Tristane Banon em 2003.

As reações no FMI aos planos de visita do ex-diretor foram mistas.

"Estou espantado que ele venha aqui depois de tudo o que aconteceu", disse um funcionário do FMI que pediu para não ser identificado porque não tinha autorização para falar sobre o assunto.

Outro funcionário do FMI, questionado sobre a vista, disse: "Tenho pena dele."

Strauss-Kahn foi substituído na direção do FMI por outra personalidade da política francesa, Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças da França, após uma disputa acirrada pela qual vários países em desenvolvimento contestaram a manutenção do posto principal do FMI por um europeu.

Em uma carta à equipe do FMI em maio para explicar sua renúncia, Strauss-Kahn descreveu os acontecimentos relacionados à sua prisão como "um pesadelo pessoal".

"Nego nos termos mais fortes possíveis as acusações que enfrento agora; estou confiante de que a verdade prevalecerá", acrescentou.


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