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Banco não quer que um homem tenha uma dívida desse tamanho durante tantos anos

O banco francês Société Générale não reivindicará a multa de 4,9 bilhões de euros aplicada pela Justiça a seu ex-operador de mercados Jérôme Kerviel pelas perdas milionárias que causou à instituição no começo de 2008. O anúncio foi feito nesta quarta-feira na emissora "France Info" pela diretora de comunicação do grupo, Caroline Guillaumin, que declarou que "não se trata de reivindicar agora tal quantia a um só homem".

"Somos um banco responsável. Não queremos que um homem tenha essa dívida conosco durante tantos anos", acrescentou a porta-voz do banco sobre Kerviel, que, além de passar três anos na prisão, precisaria de mais de 177 mil anos para devolver o dinheiro que fez a entidade perder.

O ex-corretor da Bolsa foi condenado ontem a cinco anos de prisão - dos quais terá que cumprir três - e a pagar 4,9 bilhões de euros ao Société Générale pelo rombo multimilionário que causou ao fazer uma série de investimentos fictícios que se transformaram na maior fraude da bolsa da história da França.

"Para nós é uma sentença simbólica e importante", acrescentou Guillaumin, que defendeu um desfecho que beneficie os interesses dos acionistas e dos empregados, "levando em conta a situação de Jérôme Kerviel". Desta forma, o Société Général acatou o pedido do porta-voz do Governo, Luc Chatel, que solicitou "um gesto" ao banco para negociar com Kerviel uma redução da sanção infringida, em vez de reivindicar os quase 5 bilhões de euros que o Tribunal Correcional de Paris o autorizou a cobrar.

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