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Giro financeiro, de R$ 5,3 bilhões, foi o pior desde 6 de fevereiro; bolsa teve queda de 0,65%, aos 66.860 pontos

Sem notícias relevantes por aqui e lá fora, os investidores aproveitaram para embolsar parte dos lucros recentes, o que levou a Bovespa a encerrar esta quarta-feira com queda de 0,65%, aos 66.860,05 pontos. O giro financeiro, de R$ 5,308 bilhões, foi o pior desde 6 de fevereiro. A "desculpa" usada pelos investidores para justificar a baixa liquidez hoje foi, mais uma vez, o temor com o desaquecimento da economia chinesa, que, na véspera, voltou a preocupar. Somou-se a isso, o relatório da Associação Nacional de Corretores de Imóveis nos EUA que mostrou que as vendas de moradias usadas caíram 0,9% em fevereiro, para uma taxa anual de 4,59 milhões de unidades. O resultado contrariou as expectativas de uma alta de 1,3%. 

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Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.762 (-0,79%) e, na máxima 67.436 pontos (-0,21%). No mês, a Bolsa acumula ainda acumula ganho de 1,59% e, no ano 17,81%.

O pregão foi marcado por um certo marasmo, na opinião de Eduardo Oliveira, da equipe de análises da Um Investimentos. “O Ibovespa caiu um pouco por realização de lucro, mas também ancorado na falta de notícias positivas e negativas do exterior ou do Brasil”, explica o especialista. Com a temporada de divulgação de balanços de empresas se encerrando e a Grécia recebendo seu pacote de reestruturação, faltaram novidades para impulsionar a bolsa nesta quarta. 

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Segundo o operador de uma importante corretora paulista, hoje o dia foi muito fraco e pode ser sinal de que alguma coisa não muito boa pode estar pela frente. "Esse pregão fraquinho tão cedo, pode ser um sinal de que há alguma coisa ruim pela frente", disse o profissional, referindo-se ao fato de o giro financeiro ontem e hoje ter sido abaixo da média diária do mês, de R$ 7,190 bilhões. "O mercado está realizando. Talvez, se tivesse dinheiro de fora entrando a Bolsa terminasse no zero a zero", estimou. 

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Os papéis da Vale e de siderúrgicas voltaram a fechar no vermelho, ainda sob o impacto das notícias da véspera, de que o consumo de minério de ferro pela China está se achatando e de que a venda de veículos no país também está ameaçada. As ações da Vale registraram recuo de 0,38% a ON e 0,34% a PNA. Já entre as siderúrgicas, Usiminas PNA (-3,96%) liderou a queda do Ibovespa, seguida de CSN ON (-3,69%%). Gerdau PN (-1,33%%), Metalúrgica Gerdau PN (-1,87%) também caíram. 

Do lado positivo do índice, figuraram Oi PN (+5,12%), Embraer ON (+4,03%) e Brasil Telecom PN (+3,16%).

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