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Mercado foco no comportamento da inflação e segue ajustando as apostas para a alta da taxa Selic na próxima reunião do Copom

Depois do recente movimento de baixa, que levou alguns vencimentos a mínimas não vistas desde o começo do ano, os contratos de juros futuros ensaiaram alta, mas encerraram a quinta-feira sem direção definida na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Segundo o gestor da Brasif Gestão, Henrique de La Rocque, a movimentação tem cara de ajuste técnico, mas nada com força suficiente para mudar a cara do mercado. Para o especialista, a briga entre as apostas para uma ou duas altas de 0,25 ponto percentual na Selic, devem continuar. Por ora, a curva mostra maior probabilidade de dois ajustes na taxa básica.

De La Rocque trabalha com apenas mais uma alta de 0,25 ponto percentual na Selic, que passaria de 12% para 12,25%, em função da recente rodada de indicações de inflação no front doméstico e da menor percepção de crescimento da economia mundial. O receio do gestor continua sendo o comportamento da inflação em meados do segundo semestre, já que a atual queda de preços pode não se mostrar duradoura.

Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava aumento de 0,02 ponto, a 12,07%. Outubro de 2011, o mais líquido do dia, projetava 12,25%, sem alteração. E janeiro de 2012 operava estável a 12,33%. Ente os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava alta de 0,01 ponto, a 12,48%. Janeiro de 2014 mostrava estabilidade a 12,42%. Janeiro de 2015 mostrava perda de 0,01 ponto, a 12,43%. Janeiro de 2016 projetava 12,38%, sem variação. E janeiro de 2017 valia 12,28%, baixa de 0,02 ponto.

Até as 16h10, foram negociados 869.595 contratos, equivalentes a R$ 75,51 bilhões (US$ 47,55 bilhões), alta de 7%, sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento outubro de 2011 foi o mais negociado, com 260.825 contratos, equivalentes a R$ 25,08 bilhões (US$ 15,79 bilhões).

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