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Modalidade de captação foi regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional há quatro meses

O Santander emitiu em abril R$ 500 milhões em Letras Financeiras, com prazo de dois anos. O banco decidiu operar com estes papéis por considerar um instrumento importante na gestão dos ativos e passivos do balanço, além de beneficiar os clientes com mais uma alternativa de investimentos.

“Da nossa parte, podemos alongar nossos passivos, o que é importante para financiamentos de projetos de longo prazo, como os de infraestrutura, por exemplo”, afirma em nota Gustavo Summers Albuquerque, superintendente executivo de Tesouraria do Grupo Santander Brasil.

Regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) há cerca de quatro meses, as Letras Financeiras foram pensadas como mais uma opção do mercado financeiro para captação de recursos de longo prazo, além dos repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das emissões externas. Pela regulamentação, o prazo mínimo do papel é de dois anos, sendo que o banco emissor poderá recomprar, no máximo, 5% do volume emitido. O investidor deve comprar, no mínimo, R$ 300 mil e os papéis podem ser vendidos no mercado secundário.

“Pretendemos ser atuantes também no mercado secundário, ou seja, recomprar os papéis emitidos por outros bancos. A ideia é dar liquidez a este mercado, para que ele se desenvolva”, adianta Summers.

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