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Banco obteve lucro líquido de R$ 1,76 bilhão no trimestre, com crescimento de 112%; crédito para pequenas empresas caiu 6,7%

O banco Santader encerrou o primeiro trimestre deste ano com uma carteira de crédito de R$ 139,9 milhões, com alta de 2% sobre os R$ 137,1 milhões do mesmo período do ano passado. O crescimento da carteira ficou bem abaixo do concorrente Bradesco, que ontem reportou um crescimento de 10,4%, para R$ 235,2 bilhões. O principal executivo financeiro do Santander, Carlos Galan, reconhece que a concessão de crédito foi “fraca”, mas afirma já ter percebido uma melhora em março e no início de abril.

Da carteira total, as pessoas físicas tiveram o melhor desempenho, com aumento de 8,6%, para R$ 44 bilhões. O financiamento ao consumo, que inclui veículos, subiu 4,1% na comparação de trimestre contra trimestre, chegando a R$ 25,5 bilhões, enquanto a concessão para grandes empresas subiu 1,3%, para R$ 39,6 bilhões.

O crédito para pequenas e médias empresas, no entanto, teve o pior desempenho na carteira do banco, encolheu 6,7%, para R$ 30,8 bilhões. “A pessoa física foi principal linha de crédito do banco. Para pequenas e médias empresas, o desempenho foi fraco. Por isso fizemos uma reestruturação dos processos da área, que já começou a mostrar melhorias no mês de março”, lembra Galan. Essa reestruturação, segundo ele, envolve a contratação de 500 funcionários, elevando o total da área para 3,3 mil.

No crédito imobiliário, Galan afirma que a carteira total chegou a R$ 9,086 bilhões, com crescimento médio de 15% sobre o final do primeiro trimestre do ano passado. O executivo afirma que, para as pessoas físicas houve aumento de 16%, enquanto o crédito para empresas aumentou 55%.

Galan reforça que o Santander não faz previsões, mas cita números traçados por sua área de pesquisa. Segundo ele, os analistas estão prevendo uma alta de 20% para o crédito total do banco, mais concentrado nas pessoas jurídicas. Os percentuais estimados são de 17% para pessoas físicas e 22% para empresas. “Achamos que o crédito está aumentando e vai ter elevação nos próximos trimestres, e esses percentuais (projetados) parecem factíveis”, diz o executivo.

Lucro dobrado

O Santander encerrou o trimestre com lucro líquido de R$ 1,763 bilhão, com um salto de 112% sobre os mesmos meses de 2009, pelos cálculos em Internacional Financial Reporting Standards (IFRS). Parte desse volume, ou R$ 338 milhões vieram das sinergias captadas por conta da integração entre os ativos do Real e do Santander. Até agora, foi captado R$ 1,338 bilhão em sinergias, segundo Galan, em velocidade acima da prevista inicialmente, de R$ 2,4 bilhões em três anos. A aquisição ocorreu em 2007.

Segundo Carlos Galan, a maior contribuição entre as atividades do banco para o lucro veio das operações de seguros, previdência e capitalização, com R$ 342 milhões no primeiro trimestre em comissões líquidas, uma alta de 32,2% sobre janeiro a março de 2009. A área de cartões também pesou, com comissões de R$ 213 milhões, 25% acima do ano passado. As atividades de mercado de capitais renderam R$ 102 milhões, 68% acima do mesmo período de comparação. “Temos condições de crescer muito mais em mercado de capitais”, avalia. O banco encerrou o trimestre com patrimônio líquido de R$ 42,4 bilhões.


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