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Em reunião com acionistas, banco analisou ainda perspectivas de crescimento nos países emergentes e desenvolvidos

O capital e liquidez gerados pelo Santander no Brasil permanecerão no país, e não serão enviados à matriz espanhola, disse o banco nesta terça-feira, durante reunião com acionistas. No encontro, que faz parte do ciclo promovido pela Apimec, autoridades da instituição financeira analisaram as perspectivas de crescimento mundial e garantiram: o pior da crise já passou.

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Apesar da previsão otimista, o mundo ainda caminha em um ritmo mais modesto em relação a antes da crise, segundo o economista-chefe do banco, Mauricio Molan. Pelas projeções do banco, o PIB mundial crescerá 3% este ano, impulsionado pelo crescimento dos emergentes, que deverá ser de 6%. Os chamados países desenvolvidos, por outro lado, devem ter expansão de entre 1,2% e 1,5%.

A economia espanhola, grande preocupação dos investidores do banco, continuará patinando este ano, segundo o vice-presidente executivo de Riscos de Crédito e Mercado, Oscar Rodrigues Herrero. "Muita parte da crise reside no modelo de ajuda aos desempregados, mas o país, no passado, já cresceu com esse modelo", afirma.

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Para Herrero, a Espanha precisa ajustar o endividamento privado para sair da recessão. Porém, o executivo acredita que o novo governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy, conseguirá imprimir a disciplina orçamentária necessária para tirar o país da situação em que se encontra.

Em relação ao Brasil, o Santander acredita que o país vai voltar a ter desempenho melhor quando o crédito voltar a fluir, enquanto a inflação deve desacelerar no começo deste ano, para depois convergir à meta estabelecida pelo governo. "Em 2013, porém, a inflação vai se afastar da meta", afirma Molan, economista-chefe do banco, que vê como entraves ao maior crescimento do país a infraestrutura deficiente e a alta carga tributária do país.

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