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Relatório da agência sobre bancos de emergentes mostra que país teve o sétimo maior crescimento. Bielorússia lidera

O crescimento rápido do crédito continua em muitos mercados emergentes, notadamente na China, Turquia, Índia e Brasil, diz a Fitch, em relatório especial sobre bancos. De todos os países pesquisados, o Brasil teve a sétima maior expansão acumulada entre 2009 e 2010, com quase 40%. O líder foi a Bielorússia (País da Europa do leste), com 91%, seguida por China (58%), Argentina (50%), Armênia (45%), Venezuela (43%) e Índia (41%). A Turquia despontou em 2010, com crescimento de 25% sobre o ano anterior. Na mesma comparação, o Brasil cresceu 19%.

De acordo a agência, os riscos dessa expansão para os bancos são maiores na China, onde os empréstimos correspondem a nada menos que 125% do Produto Interno Bruto (PIB). A Fitch também diz que o sistema de emissão de dívida chinês possui “fraquezas” e que as instituições financeiras do país têm níveis de capital disponíveis para emergências “apertados”.

O custo potencial do sistema bancário chinês levou a Fitch a revisar a perspectiva de classificação soberana do país de positiva para negativa em abril. A Bielorússia, diz a agência, também preocupa, por ter disfunções macroeconômicas e um crescimento de crédito fortemente direcionado pelo governo.

A situação do Brasil está bem melhor. A Fitch conta que os riscos de um superaquecimento no crédito para os bancos nacionais são mitigados por vários fatores. O primeiro é uma relação entre PIB e financiamentos considerada moderada. Os empréstimos respondem por 49% do produto bruto do país.

Outras vantagens que também são compartilhadas por Índia, Qatar, Tailândia e Turquia, são margens saudáveis de empréstimos e crescimento econômico sólido. A agência conta que, apesar de as taxas de capital (quanto mais capital, menos dívida) dos bancos terem caído em 2010 na Turquia e no Brasil, ainda estão em níveis considerados confortáveis.

Entre os maiores emergentes, Turquia, México e Brasil são citados como os mais capitalizados. A relação entre capital dos bancos e seus ativos era de 10% no Brasil ao final de 2010, 14% na Turquia e 11% no México. Essa relação mostra quanto do ativo de um banco é financiado por capital próprio, ou quanto é financiado por por empréstimos e participações não-acionárias.

Um nivel baixo significa que uma parte maior do negócio é financiada por empréstimos, e não por ações ou ativos. Portanto, quanto maior o número, melhor. O rating da China, por exemplo, é de 6,2%.

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