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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros mais negociados apresentam alta nesta jornada, por conta do Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central pela manhã

. A autoridade monetária revelou que espera que a inflação medida pelo IPCA se situe em 5,8% neste ano, superando em 0,2 ponto percentual a taxa prevista anteriormente. O mercado também aguarda inflação pelo IPCA de 5,8% neste ano, contra os 5,6% estimados anteriormente. Analistas do mercado financeiro entenderam, pelo relatório, que com muita determinação o BC tocará o centro da meta, de 4,5%, em 2013. A convergência para a meta será feita em 2012, mas o centro da meta será tocado em horizonte mais longo. Segundo o tesoureiro do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, a curva de juros mostra uma tendência maior de dois aumentos da Selic, até o final do ano, do que de somente um reajuste. A alta de 0,25 ponto percentual em julho já estava embutida na curva. Após a divulgação do Relatório de Inflação, os agentes começaram a embutir no preço outro aumento, em agosto. O BC vê sinais mais favoráveis para a inflação, embora não despreze as incertezas "elevadas e crescentes" quanto ao cenário global e, em escala menor, quanto ao cenário doméstico. O comportamento dos preços das commodities - embora em arrefecimento - é o principal risco inflacionário. Para Portella, o resultado do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) não fez preço. O indicador caiu 0,18% em junho, direção oposta àquela registrada um mês antes, quando houve alta, de 0,43%. Parte do mercado apostava em um recuo de 0,22%. No primeiro semestre, o indicador subiu 3,15%. Em 12 meses, o avanço foi de 8,65%. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV). Minutos atrás, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 operava estável, a 12,12%. Outubro de 2011 tinha ligeira alta de 0,01 ponto percentual, a 12,34%. E janeiro de 2012, o mais líquido, ganhava 0,02 ponto percentual, a 12,43%. Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013, mostrava alta de 0,03 ponto, a 12,58%. Janeiro de 2014 ganhava 0,02 ponto, a 12,52%. Janeiro de 2015 tinha estabilidade, a 12,46%, assim como janeiro de 2016, cotado a 12,36%, e janeiro de 2017 (12,27%). (Karin Sato | Valor)

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