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Dessa forma, os juros futuros fecharam em alta na BM&F Bovespa

O recado extraído do Relatório de Inflação do Banco Central (BC) é de que o ajuste de alta na Selic pode ser estendido para além do encontro de julho. No mercado futuro, no entanto, a movimentação não foi muito acentuada. A curva segue dando como certa um alta de 0,25 pontos na Selic em julho, mas ainda não incorpora completamente um novo aperto em agosto.

Segundo o economista-sênior do Espirito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, a revisão para cima nas projeções de inflação aumenta a chance de ajuste adicional, ainda mais se levarmos em conta o discurso do BC de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012. No entanto, isso não pode ser tomado como certeza. Por isso, o banco mantém sua previsão de apenas mais um ajuste na Selic no encontro de julho do Comitê de Política Monetária (Copom).

"O relatório não confirma nem refuta um ajuste em agosto. Então, o mercado segue na mesma, aguardando novos dados", disse. Dentro do RI, a projeção de IPCA do BC em 2011 está em 5,8%, superando em 0,2 ponto percentual a taxa prevista anteriormente. O cenário de mercado também projeta inflação oficial de 5,8%. Para 2012, o modelo do BC sugere IPCA de 4,8%, marginalmente superior ao esperado no documento de março, que sugeria 4,6%. Pelo cenário de mercado, a taxa seria de 4,9%. Dentro do quadro do BC, inflação no centro da meta de 4,5% apenas no segundo trimestre de 2013.

Outro ponto interessante levantado pelo RI foi a menção ao crescimento dos salários acima da produtividade como fator inflacionário. Bem como as incertezas que o reajuste do salário mínimo em 2012 pode ter sobre as expectativas de inflação. Em entrevista, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, notou que, embora o aumento do salário mínimo já esteja incorporado na projeção da inflação de 2012, o reajuste pode piorar as expectativas de inflação.

De volta à BM&F, antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava baixa de 0,01 ponto percentual, a 12,11%. Outubro de 2011 marcava alta de 0,01 ponto, a 12,34%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, ganhava 0,03 ponto percentual, a 12,44%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava alta de 0,03 ponto, a 12,58%. Janeiro de 2014 também ganhava 0,03 ponto, a 12,53%. Janeiro de 2015 avançava 0,01 ponto, a 12,47%. Janeiro de 2016 acumulava 0,02 ponto, a 12,38%. E janeiro de 2017 projetava 12,28%, alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 798.238 contratos, equivalentes a R$ 70,29 bilhões (US$ 44,29 bilhões), alta de 65% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 450.229 contratos, equivalentes a R$ 42,40 bilhões (US$ 26,78 bilhões).

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