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Investidores com bônus americanos podem registrar perdas caso a classificação de risco do país seja reduzida, revela pesquisa

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Investidores que mantêm bônus dos Estados Unidos podem registrar perdas totais de até US$ 100 bilhões se a classificação de risco da maior economia do planeta, atualmente em 'AAA', for rebaixada, segundo o website do "Financial Times", que cita uma pesquisa da S&P Valuation and Risk Strategies.

Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano: títulos do governo sob pressão
Getty Images
Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano: títulos do governo sob pressão
Um rebaixamento que resulte em preços menores e maiores taxas de retorno (yields) pode significar também que o Tesouro norte-americano, comandado por Timothy Geithner,  terá de pagar entre US$ 2,3 bilhões e US$ 3,75 bilhões a mais em juros ao ano.

Se a Standard & Poor's ou qualquer outra agência de classificação de risco rebaixasse os EUA, os Treasuries provavelmente perderiam valor, e é possível que as perdas chegassem a US$ 100 bilhões, disseram analistas da S&P Valuation and Risk Strategies, uma equipe de pesquisa separada da agência.

Por enquanto, a taxa de retorno dos Treasuries ainda não reflete essa preocupação. Na sexta-feira, a taxa dos títulos de 10 anos caiu a 2,85%, o nível mais baixo do ano. Até agora, os investidores estão mais preocupados com a fraqueza da economia e um possível contágio da crise europeia.

Apesar de a ameaça de rebaixamento da dívida dos EUA ser remota, ainda é uma possibilidade, considerando-se as projeções de grandes déficits de longo prazo e o impasse em relação ao aumento do limite da dívida, atualmente em US$ 14,3 trilhões.

Em abril, a S&P manteve a classificação de risco da dívida dos EUA, mas colocou a nota em perspectiva negativa por causa do déficit e do risco de que ele não seja reduzido de forma significativa até 2013.

A Moody's, enquanto isso, disse que poderia colocar a nota dos EUA em revisão para um possível rebaixamento se o impasse sobre o limite da dívida pública não for resolvido até 2 de agosto.