Tamanho do texto

Queda do dólar leva Wall Street à máxima em mais de 5 meses

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam na máxima em cinco meses e meio na segunda-feira, depois que a queda do dólar, em parte por expectativas de mais estímulo pelo Federal Reserve, direcionou investidores para ativos de maior risco.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,28 por cento, para 11.164 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,46 por cento, para 2.490 pontos. O Standard & Poor's 500 ganhou 0,21 por cento, para 1.185 pontos, no maior nível desde 3 de maio.

O declínio da moeda norte-americana continuou após a reunião entre líderes do G20 no fim de semana pouco ter feito para decidir metas a fim de reduzir desequilíbrios comerciais.

As apostas de que o Fed vai estimular o crescimento econômico através da impressão de dinheiro para a compra de ativos têm enfraquecido o dólar, o que, por outro lado, beneficia as commodities.

"Temos um dólar em queda, uma baixa e benigna taxa de juros, e você não impede que essa combinação se reflita na economia e nos preços das ações", disse Hugh Johnson, vice-presidente de investimento da Hugh Johnson Advisors LLC, em Albany, Nova York.

As ações e o dólar têm demonstrado movimentos contrários. Dessa forma, quando a moeda norte-americana recua, geralmente os mercados acionários se valorizam.

Desde 1o de setembro, o índice S&P 500 acumula alta de 13 por cento, ao passo que o índice que mede a oscilação do dólar contra uma cesta de moedas já perdeu 7,4 por cento.

O índice S&P para matérias-primas, particularmente sensível à fraqueza do dólar, ganhou 1,7 por cento, exibindo a melhor performance dentre os setores do S&P. Freeport-McMoRan Copper and Gold subiu 2,2 por cento.

Mas as ações terminaram longe das máximas do pregão, conforme o dólar se afastava das mínimas e o euro interrompia os ganhos.

Em relatório, o Goldman Sachs disse que é quase certo que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) anuncie uma nova política de afrouxamento monetário no encontro de 2 e 3 de novembro.

(Com reportagem adicional de Angela Moon)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.