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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começam o pregão ajustando para cima na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros começam o pregão ajustando para cima na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Tal movimento de alta pode ser respaldado em fatores domésticos. Primeiro, a taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu de 6,2% para 6% em julho. A taxa é a menor para meses de julho desde o início da série histórica em 2002. Em julho do ano passado, a desocupação estava em 6,9%. Ao forte dado de atividade se alia uma nova piora nas coletas de preços. As pesquisas privadas, que sugeriam deflação até o dia 7 de agosto mostram agora inflação ao redor de 0,50%. Esses fatores fundamentais diminuem a chance de uma redução imediata da taxa básica de juros, conforme sugerem as taxas futuras desde o começo do mês. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece dia 31 de agosto. Além desses dados mostrando crescimento firme e inflação persistente, há espaço para uma correção técnica, especialmente entre os vencimentos mais longos, que caíram mais de 1,2 ponto percentual desde o começo do mês. Por volta das 10h40, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em outubro de 2011 subia 0,03 ponto, a 12,35%. Janeiro de 2012 marcava 12,14%, alta de 0,05 ponto. Entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2013 acumulava 0,06 ponto, a 11,42%. Janeiro de 2014 tinha acréscimo de 0,05 ponto, a 11,52%., e janeiro de 2015 avançava 0,03 ponto, a 11,65%. (Eduardo Campos | Valor)