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A região é o oposto da Europa, segundo vice-presidente da Fundación Mapfre

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O mercado de seguros latino-americano pode ultrapassar os 100 bilhões de euros em prêmios neste ano, segundo Filomeno Mira, vice-presidente da Fundación Mapfre. Isso porque, conforme o estudo "El mercado asegurador latinoamericano", divulgado hoje pela entidade, o volume de prêmios emitido na América Latina apresentou expansão de 19,3% em 2010, atingindo 91,37 de bilhões de euros.

Caso a região tenha mantido o ritmo de crescimento de cerca de 19% nos dois anos seguintes, 2011 e 2012, a cifra pode saltar para 130 bilhões de euros ao final de 2012. "A América Latina é o oposto da Europa. Sua economia tem sido estimulada pelo dinamismo da demanda interna e a valorização das suas moedas locais frente ao euro", avaliou Mira, durante evento de divulgação do estudo da Fundación Mapfre.

Esta realidade, de acordo com ele, aplica-se ao mercado de seguros latino-americano e os grupos internacionais podem contribuir bastante para elevar o dinamismo da região. Mira também destacou a importância de mudanças regulamentares, como no mercado de microsseguros, voltados para a população de baixa renda. "O mercado de seguros da América Latina está em franca expansão na comparação com a Europa e merece o interesse dos investidores, avaliou ele.

Sobre o Brasil, embora o mercado espere um crescimento menor em 2012, de 12,8% segundo projeções da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Bento Zanzini, diretor geral do grupo BBMapfre, aposta em uma expansão maior. "A taxa de elevação de 12,8% prevista para 2012 é um indicador robusto diante da crise global. O mercado de seguros brasileiro deve crescer no mínimo 15% em 2012", projetou o executivo.

Os dados mais recentes disponíveis, também publicados hoje, mostram que, na primeira metade de 2011, o mercado de seguros latino-americano teve crescimento nominal de 18,1%, para 50,4 bilhões de euros ante o mesmo intervalo do ano anterior. O ramo não vida, que inclui os seguros de patrimônio, teve o maior crescimento, de 18,9%, ante alta de 16,8% de apólices do segmento de pessoas.

Em 2010, o Brasil, com uma participação de 42,5%, permaneceu como o maior mercado da região, à frente de México e Porto Rico. Os três primeiros colocados respondem por 67,1% dos prêmios registrados na América Latina.

Já os prêmios cedidos ao mercado de resseguros global chegou a 12% entre os anos de 2006 e 2010. No ano de 2010, o volume total de prêmios chegou a 10,6 bilhões de euros, sendo que cerca de 50% correspondem ao segmento de danos, que inclui as indenizações pagas pelos eventos de incêndio e terremoto.

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