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Com o temor de uma crescente falta de interesse de bancos pela administração de folhas de pagamento do município, a prefeitura de São Paulo decidiu romper contratos com Itaú Unibanco e Bradesco e transferir o serviço para o Banco do Brasil. O BB desembolsará R$ 726 milhões para prestar os serviços durante cinco anos, informou o secretário de Finanças do município, Walter Aluisio Rodrigues, a jornalistas nessa sexta-feira.

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Para rescindir os contratos com o Itaú Unibanco e o Bradesco, a prefeitura vai pagar multa de R$ 96 milhões, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.

Há quatro anos, ainda na administração do prefeito José Serra (PSDB), o Itaú venceu uma licitação e pagou R$ 510 milhões pela exclusividade de gerir o pagamento dos servidores, e R$ 1,5 milhão para centralizar o caixa.

O pagamento dos fornecedores, até agora realizado pelo Bradesco, também será feito pelo BB. O Bradesco havia pago R$ 19 milhões por essa folha, que atualmente movimenta R$ 1,5 bilhão por mês. A prefeitura prevê que o novo contrato será assinado em dezembro e o serviço começará a ser prestado em janeiro.

O secretário explicou que o BB tem a vantagem de ser um banco público, o que dispensa licitação. O que levou à troca de instituições financeiras foi a instabilidade verificada nesse mercado de administração de contas municipais. Segundo ele, em 2009 mais de 60 licitações não geraram interesse dos bancos.

O BB passará a administrar a conta de cerca de 211 mil servidores municipais, entre ativos e pensionistas, que movimentam até R$ 500 milhões por mês.

Os recursos que serão pagos pelo BB à prefeitura para administrar a folha de pagamento dos servidores irão para as obras de expansão do metrô de São Paulo, por determinação do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

"Precisamos fazer a rescisão e o Banco do Brasil precisa aprovar junto à sua diretoria", disse o secretário.

Procurados, Itaú Unibanco, Bradesco e BB informaram que não iriam se manifestar sobre o assunto.

(Reportagem de Carmen Munari)

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