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Tanto investidores que apostavam na alta do dólar quanto os que esperavam queda desfizeram suas posições

As posições em câmbio na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) apresentam franco movimento de redução, tanto por parte do comprado, que ganha com a alta do dólar, quanto pelo vendido, que ganha com a queda do dólar.

Os estoques são os menores desde o fim de maio. No encerramento do pregão de segunda-feira, o estoque vendido do não residente somava US$ 17,018 bilhões, o menor desde 23 de maio, sendo US$ 2,569 bilhões em dólar futuro e US$ 14,449 bilhões em cupom cambial (DDI - juro em dólar). Cabe lembrar que tal estoque fechou o mês de julho em US$ 20,649 bilhões, e que no dia 7 do mês passado, essa posição tinha marcado recorde histórico em US$ 24,637 bilhões.

No caso dos comprados, o maior representante são os bancos, que fecharam o dia 8 de agosto, com posição total de US$ 12,960 bilhões, a menor desde 25 de maio. Esse estoque é formado por US$ 3,077 bilhões em dólar futuro e US$ 9,883 bilhões em cupom cambial. Essa posição comprada das instituições financeiras fechou julho em US$ 18,531 bilhões e tinha marcado recorde de US$ 19,631 bilhões em 25 de julho.

Ainda de acordo com os dados da BM&F, o investidor institucional nacional tem US$ 3,726 bilhões vendidos em dólar futuro. O grupo "outras pessoas jurídicas financeiras" tem US$ 1,944 bilhão comprado em dólar futuro. As empresas (pessoa jurídica não financeira) dobraram seu estoque comprado em dólar no pregão de ontem, para US$ 1,220 bilhão.