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Pacto entre a portuguesa Galp Energia e a chinesa Sinopec garante a presença das empresas no mercado brasileiro

O Governo de Portugal felicitou nesta sexta-feira a entrada da chinesa Sinopec nos ativos da companhia petrolífera portuguesa Galp no Brasil e afirmou que esta é "mais uma prova do dinamismo" da economia do país e da "confiança dos investidores estrangeiros".

Na cerimônia de assinatura pela qual a Sinopec passa a controlar 30% da Petrogal (filial da Galp), o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse que a operação demonstra que as empresas portuguesas são "cada vez mais competitivas e atrativas", pois atraem a segunda maior economia mundial.

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Forçadas pelas exigências da crise e de seu resgate financeiro, este acordo é o terceiro grande acordo entre empresas portuguesas e chinesas. Nos últimos meses, a maior companhia elétrica portuguesa, EDP (Energias de Portugal), vendeu 21,35% de seu capital (2,693 bilhões de euros) a Three Gorges. Já a Redes Energéticas Nacionais (REN), transportadora de eletricidade e gás, cedeu 25% de seu capital à State Grid em troca de 387 milhões.

Galp e Sinopec confirmaram nesta semana a conclusão do negócio, que representa um aumento de capital de US$ 4,8 bilhões na Petrogal, e inclui um empréstimo que a Sinopec concederá à própria Petrogal de um valor estimado de US$ 360 milhões. Desta forma, a operação total é avaliada em cerca de US$ 5,2 bilhões. A empresa portuguesa fica agora com 70% do negócio da exploração e produção energética no Brasil, um dos mercados mundiais mais cobiçados.

Na mesma cerimônia, realizada no Palácio da Ajuda, o presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, destacou "o início de um novo capítulo" e celebrou que este acordo com Sinopec permitirá "consolidar a presença no Brasil, criando condições para o crescimento da atividade".

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