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Segundo ele, "o sinal amarelo está aceso" e será preciso tomar medidas adicionais

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, disse hoje que o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não foi suficiente para reduzir o fluxo de capitais ao Brasil. Segundo ele, "o sinal amarelo está aceso" e será preciso tomar medidas adicionais. Pimentel disse que o capital continua a entrar no Brasil, ainda que de forma camuflada.

Além das medidas no curto prazo, ele defendeu que, no longo prazo, só há uma forma de desestimular a entrada de recursos financeiros no país: reduzir a taxa básica de juros. "Temos juros incompatíveis com os fundamentos da economia. A economia brasileira é sólida o suficiente para reduzir os juros", disse o ministro. Ele considerou que "dentro em breve" será preciso entrar em uma trajetória declinante da taxa. "Não temos porque continuar praticando uma taxa tão elevada".

Apesar de defender medidas para reduzir o fluxo de capitais, o ministro disse que a mudança de patamar do câmbio veio para ficar. "Não adianta pensar que vai haver uma maxidesvalorização". A moeda valorizada e a concorrência dos produtos chineses, com custos muito baixos, trazem novos desafios, segundo o ministro. "Há quem chegue a dizer que estamos correndo risco real de desindustrialização. Não é verdade", considerou.

O ministro disse que a indústria sofre de perda de qualidade e competitividade e afirmou que o governo brasileiro vai trazer soluções para esse problema ao anunciar o programa de desenvolvimento produtivo, em julho, com incentivos e desonerações principalmente para empresas inovadoras.

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