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Barril fechou a com queda de 1,6%, para US$ 105,52 em Londres; já o WTI, negociado em Nova York, subiu 0,15%, para US$ 91,16

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Os contratos futuros de petróleo fecharam quase estáveis na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), mas com forte queda na plataforma ICE, onde o petróleo Brent recuou para o menor nível desde fevereiro. Os preços foram pressionados pela decisão anunciada ontem pela Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar seus estoques emergenciais para compensar as perdas de exportação da Líbia.

O petróleo WTI para agosto subiu US$ 0,14, ou 0,15%, e fechou a US$ 91,16 por barril na Nymex. O Brent para agosto recuou US$ 1,74, ou 1,6%, para US$ 105,52 por barril, no fechamento mais baixo desde 18 de fevereiro.

Os dois contratos de referência fecharam em direções opostas depois de os EUA e os outros 27 membros da AIE anunciarem ontem que vão liberar 60 milhões de barris de petróleo para o mercado para ajudar a reduzir os preços e aliviar as deficiências causadas pela guerra civil na Líbia . A crise no país africano tem sido um importante fator para o aumento dos preços do petróleo neste ano.

A Europa tem sofrido mais do que os EUA com a falta de petróleo da Líbia, o que ajuda a explicar o fechamento divergente dos contratos hoje. Grandes consumidores europeus eram os principais mercados para o produto exportado da Líbia. Agora a diferença de preço entre o Brent e o WTI começou a diminuir, com as expectativas de que a decisão da AIE ajude a aliviar a falta de petróleo líbio.

No entanto, embora muitos analistas concordem que a decisão da AIE vai levar a um recuo dos preços do petróleo no curto prazo, as implicações no prazo mais longo permanecem incertas. Alguns analistas expressaram preocupação de que o movimento possa ter um efeito indesejado caso os preços caiam demais.

"Se os preços do petróleo caírem fortemente por algum tempo, haverá atores agressivos (da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Opep) que poderão cortar a produção para contrabalançar isso", comentou Dominick Chirichella, analista do Energy Management Institute em Nova York. As informações são da Dow Jones.

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