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Aprofundamento da crise de dívida da região pode frear o crescimento e reduzir a demanda pela matéria-prima

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Os contratos futuros de petróleo operam em baixa pressionados pelos rumores de que a agência de classificação de risco Standard & Poor's pode em breve rebaixar os ratings de vários países da União Europeia, o que fez os investidores fugirem de ativos de risco e provocou quedas no euro e nas bolsas. Embora os participantes dos mercados já estejam prevendo há algum tempo um corte em alguns ratings europeus, duas fontes de governos da Europa afirmaram que um anúncio pode ser feito ainda hoje.

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O euro caiu para os menores níveis desde setembro de 2010, o que prejudica as commodities denominadas em dólar, como o petróleo, já que elas se tornam mais caras com a valorização da moeda norte-americana. Os mercados de petróleo também acompanham de perto os acontecimentos na zona do euro porque um aprofundamento da crise de dívida da região pode frear o crescimento econômico e, por consequência, reduzir a demanda pela matéria-prima. 

Também pesam sobre os preços do petróleo as notícias de que a União Europeia pode adiar em até seis meses uma decisão sobre o embargo ao petróleo do Irã. A questão do embargo elevou as tensões entre o Irã e o Ocidente, com o governo iraniano ameaçando fechar o Estreito de Ormuz, um ponto importante para um terço dos embarques marítimos de petróleo do mundo.

Enquanto isso, uma greve geral na Nigéria entrou no quinto dia com os cidadãos protestando contra o fim dos subsídios a combustíveis.Às 13h20 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro caía 1,31% na Nymex, para US$ 97,80 por barril, e o brent para fevereiro recuava 1,27% na ICE, a US$ 109,85 por barril. As informações são da Dow Jones.

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