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Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em baixa, pressionados pela realização de lucros, pela apreciação do dólar - que torna as commodities denominadas na moeda norte-americana mais caras - e pelo nível elevado dos estoques de combustíveis nos EUA

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Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em baixa, pressionados pela realização de lucros, pela apreciação do dólar - que torna as commodities denominadas na moeda norte-americana mais caras - e pelo nível elevado dos estoques de combustíveis nos EUA.

O contrato do petróleo para novembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caiu US$ 1,56, ou 1,87%, para US$ 81,67 por barril, com mínima de US$ 81,00 e máxima de US$ 84,43 ao longo da sessão. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para novembro fechou em baixa de US$ 1,63, ou 1,91%, a US$ 83,43 por barril.

Recentemente, os preços do petróleo ganharam força por causa da depreciação do dólar ante outras moedas fortes, fechando ontem no maior nível desde maio na Nymex. A divisa norte-americana estava sendo pressionada por expectativas de que o Federal Reserve terá de adotar medidas de estímulo à economia.

Nesta quinta-feira, porém, o valor do barril chegou a superar US$ 84 "e tivemos uma pesada realização de lucros", afirmou o operador Tony Rosado, da GA Global Markets. "O mercado não deveria estar nesse patamar diante da situação dos estoques. Podemos facilmente voltar aos US$ 78 se o dólar não atingir novas mínimas."

Perto do horário de fechamento do mercado de petróleo, o euro caía 0,3% em relação ao dólar.

Sem a força de outros mercados financeiros, o petróleo terá dificuldades em manter os preços atuais com base apenas nos fundamentos, disseram analistas. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA ontem, os estoques combinados de petróleo e derivados no país estão no maior nível dos últimos 27 anos e a demanda norte-americana por combustíveis encontra-se no menor nível registrado neste ano.

"A demanda está baixa e a oferta no maior nível dos últimos tempo", disse Mark Waggoner, presidente da Excel Futures, acrescentando que "o rali recente foi motivado pelo dólar e pelo mercado de ações".

O mercado também está acompanhando a greve nos terminais petrolíferos de Fos e Lavéra, no porto de Marselha, que deve alcançar doze dias de duração na sexta-feira. Se a greve continuar a bloquear os petroleiros de entrarem ou saírem do porto, algumas refinarias devem interromper a produção na próxima semana, de acordo com um porta-voz de uma dessas refinarias. As informações são da Dow Jones.

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